.: Espera :..
sino esperar.
Aquellas horas
enmarañadas, llenas
de serpientes,
cuando
se me caía el alma y me ahogaba
In Tú venías por Pablo Neruda
Coisas várias e (pouca) poesia
DorsoHis poem is now mine. The final “tu” is Teresa.
terso
morno
denso
Corpo
nu
Horto
Berço
Torso
tenso
Torre
Tu
| Poema #20 por Pablo Neruda en "20 poemas de amor y una cancion desesperada" Puedo escribir los versos más tristes esta noche. | Poem #20 by Pablo Neruda in "20 love poems and a desperate song" I can write the saddest verses tonight |
| Tocando em frente por Almir Sater - Renato Teixeira Ando devagar porque já tive pressa | Carring on by Almir Sater - Renato Teixeira I'm walking slowly because I was once in a hurry |
The paradoxical sparkle of those green eyes told me that it would be dangerous to fall asleep in them...In 1951 "el Che" is summoned by the "road call". In his "Traveler's Notes", the entry that records the fairwell to Chichina is a translation of a poem by Otero Silva.
I heard the squelching sound of her shoeless feet in the boat
And could imagine those night-time signs of hunger.
My heart was a pendulum, swinging between her and the road.
Where did I find the strength to free myself from her eyes?
I slipped from her arms.
She stood, clouding her distress with tears,
beyond the rain and the window.
But she couldn't bring herself to call after me:
"Wait! I'm coming with you!"
| Poema XLIV : Mediodía por Pablo Neruda en "Cien sonetos de amor" | Poem XLIV : Midday by Pablo Neruda in "100 love sonets" |
| Sabrás que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida, la palabra es un ala del silencio, el fuego tiene una mitad de frío. Yo te amo para comenzar a amarte, para recomenzar el infinito y para no dejar de amarte nunca: por eso no te amo todavía. Te amo y no te amo como si tuviera en mis manos las llaves de la dicha y un incierto destino desdichado. Mi amor tiene dos vidas para armarte. Por eso te amo cuando no te amo y por eso te amo cuando te amo. | You should know that I don't love you and I do
kiven that there are two ways in life the word is a silence's wing the fire has a cold half I love you so that I can start loving you to restat the infinite and to never stop loving you therefore and albeit I don't love you I love you and and I don't as if I had in my hands Fortune's keys and an unfortunate uncertain destiny My love has two lifes to love you That's why I love you when I don't and that's why I love you when I do |
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
Amor é fogo que arde sem se ver
por Luis Vaz de CamõesLove is fire that burns without flame
by Luis Vaz de Camões
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que doi e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem-querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder
É um estar-se preso por vontade;
É servir, a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais cora�ões conformidade,
Sendo a si tão contrário o mesmo Amor?Love is fire that burns without flame,
It's wound that hurts and can't be felt,
It's a un-contented contentment,
It's pain that causes madness without hurt
It's wishing no more than well-wishing
It's solitary wandering among people
It's never be contented of contentment
It's to believe that one gains by loosing oneself
It's to be confined by one
It's to serve, to who wins, the winner;
It's to be loyal to whom kills us.
But how can it be favoured
conformly in mortal hearts
Being Love so oposite to himself
Chama e Fumo
por Manuel BandeiraFlame and Smoke
by Manuel Bandeira
Amor - chama, e, depois, ...fumaça...
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa...
Gozo cruel, ventura escassa,
Dono do meu e do teu ser,
Amor - chama, e, depois, fumaça...
Tanto ele queima! e, por desgraça,
Queimado o que melhor houver,
O fumo vem, a chama passa...
Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor - chama, e, depois, fumaça...
A cada par que a aurora enlaça,
Como é pungente o entardecer!
O fumo vem, a chama passa...
Antes, todo ele é gosto e graça
Amor, fogueira linda a arder
Amor - chama, e, depois, fumaça...
Porquanto, mal se satisfaça,
(Como te poderei dizer?...)
O fumo vem, a chama passa...
A chama queima... O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas... tem de ser...
Amor?... - chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...Love - flame, and, then, smoke...
Ponder on what you are to do:
The smoke comes, the flame goes...
Cruel delight, scarse fortune,
Master of mine and your being,
Love - flame, and, then, smoke...
So much it burns! and, by misfortune
Burnt what there is best,
The smoke comes, the flame goes..
Passion most pure or wanton,
Sad or happy, sorrow or pleasure
Love - flame, and, then, smoke...
To evevery couple that the dawn embraces
how is the dust!
The smoke comes, the flame goes...
Before, it's all delight and grace
Love, beautyful burning fire...
Love - flame, and, then, smoke...
Although, as soon is satisfied
(How can I put this?...)
The smoke comes, the flame goes...
The flame burns... smoke.
It's so sad! But... that's how it is.
Love? ... and, then, smoke:
The smoke comes, the flame goes...
Sonho meuSonho meu | My dreamMy dream |
Cão passageiro, cão estrito,
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado,
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão além, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal da poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção, cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema...
Sai depressa, ó cão, deste poema!
Numa entrevista ao "Jornal de Letras", em Dezembro de 1997, a autora do "Cavaleiro da Dinamarca" descrevia assim a sua faceta de poetisa: "A poesia é das raras actividades humanas que, no tempo actual, tentam salvar uma certa espiritualidade. A poesia não é uma espécie de religião, mas não há poeta, crente ou descrente, que não escreva para a salvação da sua alma - quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza"Não é exactamente assim, Sofia. Não salva apenas a sua alma, mas a de muita outra gente também. Gosto mesmo de si.
The sun light meets the moon
meets the moon, falls in the sea..
From the sea ascends to your face,
And shines in your eyes.
And you look in the lonely eyes,
In the eyes that are yours... That's
How I feel in lunar eCStasIEs
The sun light singing in me...
Amor é chama, e, depois, fumaça...Cartas de meu avô
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa...
Gozo cruel, ventura escassa,
Dono do meu e do teu ser,
Amor - chama, e, depois, fumaça...
Tanto ele queima! e, por desgraça,
Queimando o que melhor houver,
O fumo vem, a chama passa...
Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor - chama, e, depois, fumaça...
A cada par que a aurora enlaça,
Como é pungente o entardecer!
O fumo vem, a chama passa...
Antes, todo ele é gosto e graça.
Amor, fogueira linda a arder!
Amor - chama, e, depois, fumaça...
Porquanto, mal se satisfaça,
(Como te poderei dizer?...)
O fumo vem, a chama passa...
A chama queima. O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas, tem de ser...
Amor?... - chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...
Teresópolis, 1911.
A tarde cai, por demaisMadrigal
Erma, úmida e silente...
A chuva, em gotas glaciais,
Chora monotonamente.
E enquanto anoitece, vou
Lendo, sossegado e só,
As cartas que meu avô
Escrevia a minha avó.
Enternecido sorrio
Do fervor desses carinhos:
É que os conheci velhinhos,
Quando o fogo era já frio.
Cartas de antes do noivado...
Cartas de amor que começa,
Inquieto, maravilhado,
E sem saber o que peça.
Temendo a cada momento
Ofendê-la, desgostá-la,
Quer ler em seu pensamento
E balbucia, não fala...
A mão pálida tremia
Contando o seu grande bem.
Mas, como o dele, batia
Dela o coração também.
A paixão, medrosa dantes,
Cresceu, dominou-o todo.
E as confissões hesitantes
Mudaram logo de modo.
Depois o espinho do ciúme...
A dor... a visão da morte...
Mas, calmado o vento, o lume
Brilhou, mais puro e mais forte.
E eu bendigo, envergonhado,
Esse amor, avô do meu...
Do meu, – fruto sem cuidado
Que inda verde apodreceu.
O seu semblante está enxuto.
Mas a alma, em gotas mansas,
Chora, abismada no luto
Das minhas desesperanças...
E a noite vem, por demais
Erma, úmida e silente...
A chuva em pingos glaciais,
Cai melancolicamente.
E enquanto anoitece, vou
Lendo, sossegado e só,
As cartas que meu avô
Escrevia a minha avó.
A luz do sol bate na lua...
Bate na lua, cai no mar...
Do mar ascende à face tua,
Vem reluzir no teu olhar...
E olhas nos olhos solitários,
Nos olhos que são teus... É assim
Que eu sinto em êxtases lunários
A luz do sol cantar em mim...