Domingo em Lisboa 5
Houve um tempo em que via beleza no meio da sordidez e da miséria. Nessa altura terminava os meus passeios por Lisboa cansado, mas satisfeito. Hoje, pelo contrário, é um pesadelo. Os meus olhos não vêem senão o que incomoda, o que perturba, o que entristece. A casa é o meu refúgio. Tornar-me-ei pálido, transparente. Fugirei do mundo. Passarei o resto da vida vendo telejornais e comprando na Internet livros que nunca lerei.

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